Previsões econômicas têm taxa de acerto menor que cara ou coroa

Previsões econômicas têm taxa de acerto menor que cara ou coroa

Previsão do crescimento ou retração do PIB é especificamente muito difícil. O PIB de um país é um retrato do que a economia produziu e do que gerou em termos de renda em um determinado período. É uma previsão notoriamente desafiadora porque é difícil ter uma noção real do que acontece em todos os setores econômicos.

Até mensurar o passado é difícil. O próprio IBGE, responsável pela divulgação do PIB no Brasil, “volta e meia” faz revisões do que já havia sido calculado, explica. Essa peculiaridade acontece também em outros países, comprovando a dificuldade da medição.

Brasil voltou a ter política econômica após quatro anos. Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando Paulo Guedes era o ministro da Economia, afirma De Bolle, não foi feito “absolutamente nada” em termos de política econômica no Brasil. “Além de uma má condução da política econômica durante a pandemia, em termos gerais também não houve política econômica. Agora o novo governo se propôs a fazer uma política econômica e uma das consequências positivas é uma melhoria da situação econômica, que foi refletida no PIB”, afirma.

Movimento externo também influencia o crescimento econômico do Brasil. Todos os países do mundo foram atingidos pela inflação nos últimos anos e acabaram elevando sua taxa de juros. Agora, em uma tendência mundial de queda da inflação e juros, há espaço para que os países tenham mais margem para manobras econômicas e também mais espaço para se moverem em direção a um crescimento econômico. O Brasil também faz parte dos países que estão conseguindo reduzir a inflação e isso permite políticas econômicas mais condizentes com um crescimento da economia, avalia De Bolle.

Recomposição de renda das famílias brasileiras é ponto crucial. O Brasil é um país onde a grande massa da população é de baixa renda e é de extrema importância para a economia que essas famílias consigam consumir, defende a economista. Se o consumo das famílias de baixa renda está travado se fazem necessários programas sociais para recompor imediatamente esse consumo para que seja gerado um efeito de consumo que faça a economia se movimentar e provocar um crescimento econômico, avalia.

Sem insegurança econômica, a tendência é manter o crescimento. A situação brasileira hoje, comparada ao que parecia ser no início de 2023, apresenta uma expectativa de crescimento muito melhor nos próximos anos do que parecia há oito meses. Isso traz um alívio enorme. Monica De Bolle

FONTE UOL

Investidor jv

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