Prévia do PIB e temporada de balanços são destaques da semana

Prévia do PIB e temporada de balanços são destaques da semana

Nos EUA, os futuros das bolsas americanas operam em baixa. A agência de classificação de risco Moody’s cortou na sexta-feira (10) a perspectiva de classificação de crédito AAA dos EUA de estável para negativa, apontando para riscos fiscais crescentes no país, enquanto o risco de shutdown volta ao radar. A semana ainda reserva diversos indicadores relevantes a serem divulgados como a inflação ao consumidor (CPI) que sai amanhã (14) e a inflação ao produtor (PPI), na quarta-feira (15), junto com as vendas no varejo. Já os dados da produção industrial serão divulgados na quinta-feira (16). O mercado também monitora a reunião de cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em São Francisco, palco do encontro entre os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da China, Xi Jinping. Segundo fontes da Bloomberg, a China está considerando suspender um embargo aos aviões 737 Max da Boeing, e o anúncio de uma encomenda pode acontecer durante a reunião. Além disso, nessa reunião poderá ser definida maior estabilidade a uma relação que é definida por divergências em temas como controles de exportação, a situação de Taiwan e as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia.

Na Europa, as bolsas operam em alta. Investidores aguardam uma reunião nesta semana entre os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da China, Xi Jinping. Apesar do apetite por risco nos negócios dessa manhã, o futuro da política monetária, fator que pesou nas bolsas europeias na última sexta-feira (10), segue no radar. Mais cedo, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, reiterou que a instituição manterá uma política restritiva de juros pelo tempo que for necessário. Guindos previu também que o BCE terá melhor condições de reavaliar a perspectiva da inflação na zona do euro na reunião de política monetária de dezembro. O BCE deixou seus juros inalterados no mês passado, depois de elevá-los de forma contínua desde julho do ano passado. Na agenda de indicadores dessa semana teremos a divulgação do PIB do 3º trimestre amanhã e o CPI de outubro, na sexta-feira (17), quando Christine Lagarde (BCE) discursa.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. O mercado também aguarda a reunião entre Joe Biden e Xi Jinping. O evento principal da cúpula da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec), que começou neste domingo em São Francisco (EUA) e vai até sexta-feira. Será a primeira vez que os dois líderes vão conversar em um ano, período em que as tensões pioraram. Liderando os ganhos na Ásia, o índice Hang Seng avançou 1,30% em Hong Kong, enquanto o japonês Nikkei teve alta apenas marginal de 0,05% em Tóquio, e o Taiex subiu 0,94% em Taiwan. Na China continental, os ganhos foram moderados, de 0,25% no caso do Xangai Composto, e de 0,56% no Shenzhen Composto. Exceção na Ásia hoje, o sul-coreano Kospi caiu 0,24% em Seul, revertendo ganhos de mais cedo no pregão. Além disso, a China divulga a produção industrial e as vendas no varejo na terça-feira. Também saem os números de investimentos em ativos fixos, investimentos imobiliários e taxa de desemprego.

Os preços do petróleo operam em baixa. Há novas preocupações com a diminuição da demanda nos Estados Unidos e na China. Os investidores também aguardam a divulgação de dados da Opep (hoje, sem horário) e a AIE (Agência Internacional de Energia) divulga amanhã seu relatório mensal. As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, impulsionado ainda por expectativas de incentivos a economia chinesa.

A CCR divulgou seu boletim mensal de tráfego nas concessões rodoviárias que administra. Houve um aumento de 6,5% do tráfego total em outubro, em relação ao mesmo mês de 2022. Sem NovaDutra e Rio-SP, houve avanço no tráfego de 7,6% em outubro de 2023 sobre 2022. Nos aeroportos, o movimento teve alta de 8,4% na comparação com outubro de 2022.

A M. Dias Branco reportou lucro líquido de R$ 259 milhões no terceiro trimestre do ano. O número é 32,8% maior se comparado ao mesmo período de 2022. Segundo a companhia, o resultado líquido e o Ebitda expressam a melhor estratégia financeira adotada. Ao longo dos últimos meses, a M. Dias Branco alongou os prazos de financiamento junto a fornecedores e encurtou os prazos dos clientes. Além do resultado, a empresa aprovou alteração na política de remuneração aos acionistas e passará a distribuir 80% do lucro líquido ajustado, acima dos 60% anteriormente. Para os pagamentos trimestrais, o valor fixado dos dividendos foi elevado de R$ 0,05 para R$ 0,06 por ação.

FONTE UOL

Investidor jv

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