Prévia do PIB e MP das subvenções movimentam o mercado hoje

Prévia do PIB e MP das subvenções movimentam o mercado hoje

Nos EUA, os futuros das bolsas americanas operam em baixa, após os ganhos recentes dos últimos dias. Na agenda de hoje, saem os dados de vendas de moradias usadas de novembro e confiança do consumidor de dezembro pelo Conference Board. O índice Dow Jones renovou sucessivas máximas históricas e o S&P 500 se aproximou do nível recorde. O movimento de alta vem refletindo a crescente expectativa de que o Fed corte juros agressivamente a partir de março, apesar de esforços de dirigentes da instituição reforçando as atenções quanto ao cenário inflacionário. No entanto, investidores estão aguardando a divulgação do PIB do terceiro trimestre amanhã e do índice de preço ao consumidor (PCE) de novembro na sexta-feira. O PIB precisa vir muito forte e a inflação muita alta para abalar a aposta dos investidores em NY de que Fed começará a cortar o juro em março ou maio.

Na Europa, as bolsas operam sem tendência definida. A desaceleração da inflação ao consumidor (CPI) no Reino Unido impulsionou as expectativas por cortes de juros do Banco da Inglaterra (BoE). O CPI britânico se elevou 3,9% em novembro ante igual mês do ano passado, o resultado veio abaixo da previsão do mercado, que esperava avanço anual de 4,4%. Também representou uma desaceleração ante o aumento de 4,6% em outubro. Após a divulgação do indicador, o mercado vem ampliando as apostas em afrouxamento monetário e passou a precificar um corte de 140 pontos-base nos juros do BoE no ano que vem. Entretanto, o BoE, destacou em seu comunicado um tom mais brando quanto a redução dos juros. Outro indicador que saiu foi na Alemanha, o índice de preços ao produto (PPI) que caiu 7,9% no confronto anual de novembro, uma queda aquém do tombo de 11% registrado em outubro. Já o índice de confiança do consumidor na Alemanha subirá para -25,1 pontos em janeiro, ante -27,6 pontos em dezembro, de acordo com dados publicados hoje pelo instituto alemão GFK. O resultado veio melhor do que a previsão do mercado, que estimavam -27 pontos para janeiro. Apesar da melhora de confiança dos consumidores alemães pelo segundo mês consecutivo, a perspectiva para economia do país ainda é moderada.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. Investidores contrapuseram o otimismo por relaxamento monetário no Ocidente, com um quadro macroeconômico ainda incerto na China. Em Tóquio, o índice Nikkei encerrou em alta de 1,37%. O mercado ainda repercute a decisão do Banco do Japão (BoJ) de manter a política acomodatícia no dia de ontem, quando o presidente da instituição, Kazuo Ueda, afirmou que a instituição preservará a postura paciente na definição dos próximos passos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi, em Seul, subiu 1,78%, e o Taiex, de Taiwan, avançou 0,33%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, se valorizou 0,66%. Nos negócios chineses, contudo, a principal referência de Xangai caiu a 1,03%, e a de Shenzhen, recuou 1,23%. O Banco do Povo da China (PBoC) deixou suas principais taxas de juros inalteradas pelo quarto mês consecutivo.

FONTE UOL

Investidor jv

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