Pedidos de recuperação judicial marcam 2023. O que esperar do próximo ano?

Integram essa lista casos de empresas como Americanas (AMER3), Light (LIGT3), Oi (OIBR3) e Grupo Petrópolis, que ainda aguardam novidades sobre seus pedidos de recuperação judicial.

No geral, um pedido de recuperação judicial de uma grande empresa pode prejudicar ou até mesmo inviabilizar a operação de empresas menores – estas, segundo Gustavo Mizrahi, sócio do escritório Vieites Mizrahi Rei Advogados, dependem de companhias maiores para a comercialização de seus produtos ou têm grandes empresas como relevantes fornecedores, produtores ou clientes.

No caso da Americanas, as dívidas com as micro, pequenas e médias empresas que eram fornecedoras de produtos ou serviços, logo após a descoberta de inconsistências contábeis da companhia em janeiro, somavam pelo menos R$ 1 bilhão. A varejista logo entraria em recuperação judicial.

“Vale ressaltar, contudo, que a recuperação judicial é um instrumento que busca evitar a quebra da empresa, algo que seria muito pior em termos econômicos e para as empresas dela dependentes”, pontua Mizrahi.

Na visão de Alessandra Palma, advogada e sócia de serviços da Bissolatti Advogados, quando grandes empresas entram com pedidos de recuperação judicial, as menores podem ser afetadas diretamente no aumento do custo de tomada de crédito.

“Isso ocorre em razão da inadimplência das sociedades de grande porte, ou mesmo indiretamente por decorrência da redução do poder de venda/compra dos setores vinculados às empresas que se encontram em recuperação judicial – seja por encerramento de parcerias comerciais, inadimplência fiscal ou mesmo por corte direto de funcionários, o que acaba por reduzir também o poder de compra geral”, destaca.

FONTE UOL

Investidor jv

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