Onda de calor pode levar a novos picos de preços de energia

Onda de calor pode levar a novos picos de preços de energia

Grande parte da carga de energia no Brasil é atendida por fontes renováveis, especialmente pelas hidrelétricas. Mas com o consumo elevado, o ONS tem acionado termelétricas para reforçar o atendimento aos consumidores no período da tarde, quando a carga segue elevada e a geração solar começa a recuar.

O PLD, que vinha se situando nos níveis mínimos regulatórios desde setembro do ano passado, descolou do piso algumas vezes nos últimos meses, refletindo momentos de consumo de energia mais alto e menos disponibilidade de geração, com parada da usina nuclear Angra 2 e menor produção de energia eólica no Nordeste.

Segundo a comercializadora Stima Energia, o PLD horário apresentou seu primeiro pico em setembro, atingindo 620,95 reais/MWh, e em outubro saiu do piso durante seis dias.

A Stima prevê que em novembro, com a nova onda de calor, o preço spot possa atingir até 600 reais/MWh em horas de pico do dia.

Na média diária, no entanto, o preço “dificilmente” chegaria a este valor tão alto, disse a comercializadora, lembrando que os reservatórios das hidrelétricas estão em situação confortável, entrando no período úmido com mais de 66% da capacidade no principal subsistema.

Mercado de comercialização

A maior volatilidade de preços não vinha sendo precificada pelo mercado, disseram na semana passada executivos da Eletrobras, que vem acompanhando de perto o tema devido à grande necessidade de contratação de energia de seu portfólio.

FONTE UOL

Investidor jv

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