Número de focos de gripe aviária no Brasil sobe para 30, todos em aves silvestres

Número de focos de gripe aviária no Brasil sobe para 30, todos em aves silvestres

Um novo relatório do Ministério da Agricultura revelou que o número de focos de gripe aviária do subtipo H5N1 no Brasil aumentou para 30. Esses casos estão restritos a aves silvestres, sem registros em aves de granja destinadas à alimentação. Além disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) assegura que não há risco de contaminação por meio do consumo de frango ou ovos devidamente preparados.

Cinco novos focos foram identificados no estado do Espírito Santo, elevando o total para 20 casos nessa região. Como medida preventiva, o governo estadual proibiu o acesso de turistas a oito ilhas em Setiba, Guarapari, na Região Metropolitana de Vitória. Com isso, já são 13 ilhas turísticas onde visitantes não têm permissão devido à presença da gripe aviária no estado.

Detalhes dos focos de H5N1 no Brasil

O estado do Espírito Santo concentra a maioria dos focos, distribuídos nas seguintes cidades:

  • Cariacica: 1 foco de Atobá-pardo; 1 foco de Trinta-réis-de-bando;
  • Guarapari: 2 focos de Trinta-réis de bando;
  • Itapemirim: 1 foco de Trinta-réis-de-bando; 1 foco de Gavião preto
  • Linhares: 1 foco de Trinta-réis-de-bando;
  • Marataízes: 2 focos de Trinta-réis-de-bando; 1 de Trinta-réis-real; e 1 de Biguá;
  • Nova Venécia: 1 foco de Trinta-réis-real;
  • Piúma: 1 foco de Trinta-réis-boreal;
  • Serra: 1 foco de Corujinha-do-mato;
  • Vila Velha: 1 foco de Gaivota-de-cabeça-cinza; 2 focos de Trinta-réis de bando;
  • Vitória: 2 focos de Trinta-réis-de-bando; 1 de Trinta-réis-real.

Além disso, outros estados também registraram focos da doença:

  • Rio de Janeiro: 7 focos em cidades como São João da Barra, Cabo Frio, Ilha do Governador e Niterói;
  • São Paulo: 1 foco em Ubatuba;
  • Rio Grande do Sul: 1 foco na Estação Ecológica do Taim;
  • Bahia: 1 foco em Caravelas.

Compreendendo a gripe aviária H5N1

O H5N1 é um subtipo do vírus Influenza, que afeta principalmente aves, sendo menos comum em mamíferos e humanos. Pesquisadores identificaram a Influenza Aviária pela primeira vez em aves na Itália, em 1878. No entanto, cientistas isolaram o subtipo H5N1 apenas em 1996, em gansos na província de Guangdong, no sul da China.

Os vírus Influenza são classificados em Baixa Patogenicidade (LPAI, leve) e Alta Patogenicidade (HPAI, grave). A forma de Alta Patogenicidade é mais severa, espalha-se rapidamente entre as aves e possui alta taxa de mortalidade, enquanto a forma de Baixa Patogenicidade apresenta sintomas mais brandos e, muitas vezes, passa despercebida nas aves.

Embora a situação demande atenção, é importante ressaltar que as pessoas não enfrentam riscos significativos para a saúde humana, desde que elas observem as devidas precauções ao lidar com aves infectadas e ao consumir produtos avícolas corretamente preparados.

FONTE G1

Investidor jv

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