IPCA atingirá pico em setembro e não deve alterar ritmo de corte nos juros

IPCA atingirá pico em setembro e não deve alterar ritmo de corte nos juros

Projeções indicam recuo da inflação, em relação ao pico de setembro, no trimestre final de 2023. Apesar de manter elevações mensais nas vizinhanças de 0,5% entre outubro e dezembro, as previsões para o fechamento do ano variam em torno de alta de 5%. Confirmado esse resultado, a inflação, por mais um ano, ficará acima do teto do intervalo de tolerância previsto no sistema de metas. Para 2023, o centro da meta está fixado em 3,25%, com intervalo de 1,75% a 4,75%.

O ritmo de evolução da inflação, com previsão de altas moderadas nos preços até o fim do ano, reafirma também a expectativa de cortes na taxa básica de juros no passo já sinalizado de reduções de 0,5 ponto percentual, em cada uma das três reuniões restantes do Copom (Comitê de Política Monetária) em 2023. Com base nessa expectativa, dos atuais 13,25% ao ano, a Selic fecharia o ano em 11,75%.

Previstas reduções menos intensas em alimentos

Embora a alta no acumulado em 12 meses, no terceiro trimestre, se explique pela base de comparação deprimida de 2022, pelas intervenções do governo Bolsonaro para segurar a inflação, às vésperas da eleição presidencial de outubro, o ambiente dos preços aponta pressões moderadas para os próximos meses.

Sinais dessas tendências de alta nos preços já puderam ser localizadas no índice de dispersão e na evolução da média dos núcleos de inflação. A dispersão, que mede a quantidade de itens que compõem o IPCA com alta de preços no mês, avançou de 46,15%, em julho, para 53,05%, em agosto, embora se encontre bem abaixo do índice de 65,25%, registrado em agosto do ano passado. Já a média dos núcleos, subiu para 0,28%, em agosto, ante alta de 0,18%, em julho, mas manteve tendência de alívio, na média móvel trimestral.

Nas projeções de Fabio Romão, economista da LCA Consultores com larga experiência no acompanhamento de preços, uma aceleração do IPCA em setembro deverá vir do recuo menos intenso em alimentos, da entrada de novas coleções em vestuário e de altas em combustíveis. A reversão da alta em energia elétrica, que afetou, negativamente, a inflação de agosto, deve contribuir para segurar o índice.

FONTE UOL

Investidor jv

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