Indústria trabalha para frear mudanças que elevam o custo da energia

Indústria trabalha para frear mudanças que elevam o custo da energia

Eu conversei com Lucien Belmonte, porta-voz da União pela Energia, entidade que reúne 70 associações da indústria brasileira e defende o fim das transferências de custos nas contas de luz:

“Deus é brasileiro e a gente poderia ser em 2024 o produtor de produtos com demanda intensiva de energia mais verde do mundo. A siderurgia, o alumínio, o vidro, o papel. Somos muito melhores para produzir com energia limpa. E você transfere isso para empresários específicos que capturaram os subsídios passando o custo para os demais, acabando com a competitividade”, diz.

Os setores prejudicados com o alto custo das contas querem colocar um freio nisso, e o pedido número um na reunião com a Fazenda foi da importância da retirada das emendas que foram incluídas no marco legal da energia éolica offshore aprovado na Câmara dos Deputados, e agora novamente em análise no Senado.

O projeto, defendido pelo setor eólico e até pela Petrobras, é importante porque estabelece as regras para a exploração da energia renovável (eólica, solar, e das marés) em alto-mar, deixando o Brasil pronto, do ponto de vista regulatório, para receber investimentos de grandes empresas (investimentos que podem ir para outros países caso o Brasil não tenha regras claras para a exploração).

O problema é que o projeto foi desfigurado por “jabutis” (emendas estranhas ao texto inicial, em geral, para privilegiar grupos de interesse) e da forma como foi aprovado pela Câmara, adiciona R$ 25 bilhões ao ano nas contas de luz dos consumidores residenciais e industriais por 35 anos, segundo consultorias do setor de energia, chegando perto da casa do trilhão de reais na soma ao longo dos anos.

Entre as emendas aprovadas na Câmara, estão:

FONTE UOL

Investidor jv

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