Haddad diz que governo não se ‘deixará levar’ por pressões

Haddad diz que governo não se ‘deixará levar’ por pressões

Ministro ressalta que nenhum líder concordou em “eternizar” privilégios aos 17 setores na Constituição. Segundo o petista, caso ocorra a prorrogação da desoneração desses setores, “alguém pagará por eles, já que você tem que financiar a Previdência”.

Preocupado em conversar com os líderes das duas Casas. O diálogo será para discutir um “princípio justo”, que faça sentido para o país, sobre qual caminho seguir e construir a saída para a reoneração também em conjunto. O ministro ainda acrescentou que os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), “não pareceram refratários a sentar e conversar” sobre o tema.

“Pela primeira vez estamos falando que tem muitos gastos tributários no país”, diz ministro. Haddad afirmou que os gastos tributários, que beneficiam setores da economia, saltaram de 2% para 6% do PIB (Produto Interno Bruto), totalizando R$ 600 bilhões anualmente em benefícios. “[E são] para setores que não retornam praticamente em nada o privilégio que detêm”, afirmou ao se referir sobre benefícios nos âmbitos sociais, econômico e desenvolvimento. Ele acrescentou que não pretende fazer com que o ajuste necessário recaia sobre a população pobre do país.

Qual a proposta atual do governo?

O governo federal apresentou uma “reoneração gradual” da folha de pagamentos. A partir de abril, as empresas vão começar a pagar uma alíquota de imposto por ano até 2027. Em 2028, volta a cobrança dos 20% de CPP. De acordo com a MP, a cobrança em 2024 começa em 10% e até 2027 chega a 18,75%, dependendo do setor.

As cobranças foram divididas em dois grupos. O primeiro deles, que inclui atividades de transporte e tecnologia da informação, tem as seguintes alíquotas:

FONTE UOL

Investidor jv

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *