GM, Volks e Toyota pedem a deputados fim de incentivo à Stellantis

GM, Volks e Toyota pedem a deputados fim de incentivo à Stellantis

O trio das montadoras que tentam derrubar a emenda questiona se é correto incentivar a produção de veículos a combustão quando há urgência por um mundo mais sustentável. Defendem que a reforma tributária estimule o desenvolvimento da indústria automotiva com olhos para o futuro, uma visão que, na avaliação dessas montadoras, se perdeu com a mudança feita pelos senadores no artigo 19 da proposta de emenda constitucional.

“A boa notícia é que ainda dá tempo de corrigir e ficarmos só com os benefícios que a reforma tributária pode e deveria trazer”, escreveram GM, Volkswagen e Toyota. Elas frisam ainda, numa referência à Stellantis, que a extensão do benefício significa deixar, até 2032, R$ 5 bilhões por ano “nos cofres de uma única empresa privada”. “Com esse dinheiro, daria, por exemplo, para construir 1.600 creches, 1.600 hospitais de campanha ou 2.550 escolas por ano.”

O Consórcio Nordeste, por sua vez, defendeu que o programa de incentivos à indústria automotiva na região trouxe resultados positivos a todo o Brasil, uma vez que os arranjos produtivos locais, estimulados pelo regime automotivo, estão integrados às cadeias produtivas nacionais e até mesmo internacionais. Sua continuidade, sustentam os governadores, vai assegurar investimentos na região e a expansão das cadeias de produção.

Conforme a manifestação dos governadores do Nordeste em apoio à prorrogação do regime automotivo, graças ao programa, montadoras e fornecedores de peças se instalaram em territórios carentes de oportunidades de trabalho e que precisam acelerar seu desenvolvimento para gerar empregos.

“A maciça injeção de renda nessas áreas em fase de industrialização tem contribuído para mudar de fato o perfil social do território, com avanço significativo nos indicadores econômicos, de educação, saúde, segurança e empregabilidade”, sustentou o consórcio.

FONTE UOL

Investidor jv

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