Fim do parcelado ado sem juros prejudica empreendedores, diz Sebrae

Fim do parcelado ado sem juros prejudica empreendedores, diz Sebrae

Empresários estão “apavorados”, afirma Décio Lima, presidente do Sebrae, ao UOL. O presidente diz que há uma certa angústia por parte dos micro e pequenos empreendedores, que podem até ter que fechar o próprio negócio se a mudança, de fato, acontecer. “É uma situação assustadora, porque o que eu tenho ouvido é: ‘Olha, simplesmente, vou fechar minha lojinha porque 90% daqueles que são meus fregueses compram parcelado'”, diz.

Lojistas também usam o cartão de crédito para financiar suas compras. 39% dos donos de pequenos negócios usam o cartão de crédito como modalidade de financiamento para suas empresas. O dado é da pesquisa “Financiamento dos Pequenos Negócios no Brasil”, realizada pelo Sebrae em agosto deste ano.

Cartão de crédito é mais usado que outras modalidades de empréstimo. Apenas 7% dos empresários têm empréstimos em bancos privados (7%) ou públicos (4%). Décio Lima, presidente do Sebrae, lembra que micro e pequenos empreendedores usam o cartão para abastecer estoques. Eles “compram no parcelamento e vendem no parcelamento”, diz ele.

94% dos CNPJs do país são de micro e pequenas empresas. Desta forma, o Sebrae avalia que uma mudança no parcelamento sem juros impactaria a economia fortemente, já que boa parte da população deixaria de consumir itens básicos, porém essenciais, como é o caso de eletrodomésticos.

O parcelado sem juros movimenta um trilhão de reais. Isso é 10% do PIB brasileiro. Do setor que nós pertencemos, nove em cada 10 varejistas no Brasil adotam o parcelado sem juros. Não podemos imaginar que uma conquista dessa, que se transformou num processo cultural da sociedade brasileira, venha ser retirada do dia para a noite.
Décio Lima, presidente do Sebrae

Entenda a discussão

A discussão em torno do parcelamento já dura alguns meses. O presidente do BC mencionou a possibilidade de mudança no parcelado sem juros pela primeira vez em agosto. Na ocasião, Campos Neto disse que a modalidade é um dos principais fatores que levam o consumidor ao juro rotativo e, consequentemente, à inadimplência.

FONTE UOL

Investidor jv

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