‘Faraó dos Bitcoins’ é condenado pela CVM a multa de R$ 34 milhões

‘Faraó dos Bitcoins’ é condenado pela CVM a multa de R$ 34 milhões

Os acusados não constituíram defesa, e a sessão de julgamento foi realizada à revelia.

Ex-garçom e ex-pastor, Santos pilotou, a partir de Cabo Frio (RJ), um negócio fraudulento que envolveu ao menos 8.976 pessoas – 6.249 físicas e 2.727 jurídicas -, indica o relatório da CVM, apoiado em informações encaminhadas pelo Ministério Público Federal (MPF). O esquema foi desmantelado pela Polícia Federal, com a operação Krytos, desencadeada em agosto de 2021.

O “Faraó” está preso desde então. A G.A.S., tratada em denúncia do MPF como “instituição financeira ilegal”, teve a falência decretada em fevereiro deste ano. Zerpa foi para os EUA, onde estaria tentando fazer carreira musical. A venezuelana teria mantido contas no exterior, que seriam abastecidas com recursos oriundos do esquema fraudulento.

Santos não se manifestou no processo movido pela CVM, mas, em sessão da CPI das Criptomoedas em 12 de julho, por videoconferência, negou que sua empresa fosse fachada para um esquema de pirâmide financeira. Afirmou que a garantia de retorno se apoiava na “experiência da empresa”. O negócio prometia retorno médio de 10% ao mês por 12 meses.

O “Faraó” alegou que não conseguiu honrar seus compromissos por culpa da PF: “A empresa G.A.S. não deixou de pagar os seus clientes. Ela foi violada pela PF e paralisou as suas operações”. A firma “nunca atrasou nem um dia em nove anos de operação”, assegurou. “Sempre pagamos adiantado aos nossos clientes. Desbloqueando os recursos que estão nas plataformas e pegando o que foi sequestrado pela PF, a G.A.S. tem toda a condição de retornar às atividades.”

As investigações da PF indicaram que Santos era responsável pela parte comercial do esquema, buscando novos investidores e liderando os outros integrantes encarregados de captar recursos. Mirelis Zerpa, com amplo conhecimento sobre criptomoedas, ficava com as operações. Após a deflagração da operação Kryptos, “foi ela quem realizou diversos e sucessivos saques”, que somaram R$ 1,063 bilhão, aponta a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que ajudou a subsidiar o processo na CVM.

FONTE UOL

Investidor jv

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