Estudei muito e me mandavam trabalhar como empregada, diz refugiada

Estudei muito e me mandavam trabalhar como empregada, diz refugiada

Entrada de refugiados no mercado de trabalho é mais difícil por diversos motivos, como o idioma e revalidação de diplomas. Outros pontos apontados por uma pesquisa da Acnur são falta de acesso a oportunidades e discriminação. Mesmo quem tem um emprego tem dificuldade de trabalhar em sua área de formação ou experiência.

Quatro em cada dez refugiados dizem acreditar que a discriminação é um problema durante os processos seletivos. 43,9% das pessoas refugiadas diz que a discriminação é um problema significativo no mercado de trabalho, outros 40,8% afirmaram que não e 15,2% disseram não ter certeza.

Do total, 55,7% dos entrevistados estão desempregados. Entre o grupo empregado, 16,3% trabalham na informalidade, 14,9% trabalham com carteira assinada e 10,7% não estão trabalhando e nem procurando emprego. A pesquisa foi realizada por meio de um formulário digital. Foram duas formas: envio da pesquisa diretamente para as pessoas por e-mail e entrevista presencial.

Foram ouvidas 289 pessoas refugiadas. As pessoas que responderam ao questionário são da Venezuela, República Dominicana, Colômbia, El Salvador, Cuba, Haiti, Angola, Nigéria, Moçambique, Marrocos e Afeganistão. O estudo foi realizado pelo Colettivo, pilar de Diversidade, Equidade e Inclusão da Vagas, em parceria com o Fórum Empresas com Refugiados, iniciativa da Acnur (Agência da ONU para Refugiados) e do Pacto Global da ONU no Brasil. Também participam do estudo a ONG Visão Mundial e a empresa Belgo Arames.

Como refugiado pode conseguir emprego?

Empresas precisam gerar mais programas que facilitem a inserção destas pessoas no mercado de trabalho. A orientação é buscar ajudar em ONGs, como a Caritas, e vagas afirmativas. O Acnur possui o Fórum Empresas com Refugiados, que reúne uma série de instituições que possuem programas de inclusão de pessoas refugiadas.

FONTE UOL

Investidor jv

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