Dólar cai a R$ 4,888, menor valor em mais de 1 mês, após dados dos EUA

Dólar cai a R$ 4,888, menor valor em mais de 1 mês, após dados dos EUA

O que aconteceu

Dados dos Estados Unidos reforçam apostas de juros mais controlados. O relatório de emprego (payroll) e o índice de atividade (PMI) do setor de serviços divulgados na sexta (3) vieram abaixo das projeções. Isso alimenta as expectativas de que o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) não só não vai aumentar os juros básicos como pode começar a reduzi-los a partir de maio de 2024.

Juros estáveis nos EUA tendem a favorecer o real. A perspectiva de que os juros americanos não subam muito motiva o mercado a buscar investimentos que possibilitem retornos maiores — o que beneficia as moedas de países emergentes, como o Brasil.

Mercado ainda acompanhou falas de Haddad em evento do BTG Pactual. O ministro da Fazenda disse hoje que a arrecadação federal não vai aumentar “nem 1%” neste ano, embora acredite que o PIB (Produto Interno Bruto) deve crescer 3%. Fernando Haddad ainda afirmou que uma série de “meteoros” do passado, como incentivos fiscais, são os responsáveis pelas dificuldades na receita.

O conjunto de dados [dos EUA] reforça um quadro de desaceleração gradual no mercado de trabalho, compatível com a percepção do Fed [Federal Reserve, o BC americano] comunicada na última reunião de política monetária, o que reduz pressões para altas adicionais de juros.
Trecho de relatório do Bradesco

Ainda temos muita gordura monetária para queimar. Estamos com uma taxa [Selic] ainda de 12,25% ao ano. Depois de um ano de trabalho, caiu 1,5 ponto. Temos espaço para continuar trabalhando com juros civilizados, desde que haja compromisso dos três Poderes.
Fernando Haddad, em evento do BTG

FONTE UOL

Investidor jv

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