Dados de emprego nos EUA são destaque e movimentam mercados

Nos EUA, os futuros dos principais índices acionários operam em alta. Hoje, o foco do mercado se voltará para o principal dado econômico da semana, o relatório de emprego (payroll) dos EUA. Os números devem testar a tese vigente no mercado, de pouso suave da economia, com juros reduzindo no primeiro semestre e inflação em queda. Além dos números do payroll, hoje ainda saem os dados de Michigan sobre expectativa de inflação e confiança do consumidor. O mercado acionário americano foi marcado ontem pela alta das ações de tecnologia, puxadas especialmente pelo otimismo em relação ao tema IA. As ações da AMD e da Google foram os destaques entre os grandes nomes do setor.

Na Europa, as bolsas operam majoritariamente em alta. Na Alemanha, o índice de preços ao consumidor (CPI) caiu 0,4% em novembro, em linha com as estimativas da Bloomberg. No acumulado dos últimos doze meses, o índice acumula alta de 3,2%. Assim como nas outras bolsas globais, os dados do payroll nos EUA devem ditar o dia das bolsas europeias.

Na Ásia, as bolsas fecharam de forma mista. No Japão, o Nikkei apresentou desvalorização de 1,5%. Pesou sobre a bolsa japonesa os rumores de que o Banco do Japão (BoJ) pode acabar com os juros negativos, o que levou a uma valorização do iene, prejudicando com isso as ações de empresas exportadoras. Outro fator que prejudicou o desempenho do mercado acionário do Japão foram os dados do PIB do terceiro trimestre, que mostraram uma queda 0,7% na atividade econômica, ante estimativas de queda de 0,5%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,07%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi apresentou valorização de 1,03%. O Shangai Composto fechou em alta de 0,11%, e o Shenzen Composto caiu 0,13%.

O petróleo opera em alta, com o Brent a US$ 75,86 e o WTI a US$ 71,02. Com a alta, a commodity devolve parte da queda semanal, mas ainda há um temor de que uma desaceleração econômica global e maior produção nos EUA pese sobre o preço. O minério apresentou alta em Dalian, a US$ 135,34. A commodity sobe em meio aos dados de exportação maiores da China, expectativas de novos estímulos por parte do governo chinês e ao maior otimismo em relação à demanda por minério.

O Conselho de Administração da BRF aprovou a criação de um novo programa de aquisição de ações. O período de execução será entre 8 de dezembro de 2023 e 7 de junho de 2025. A empresa pretende adquirir até 14 milhões de ações ordinárias. Segundo a BRF, o programa visa o cumprimento das obrigações e compromissos assumidos pela Companhia no âmbito do Plano de Outorga de Opção de Compra de Ações, aprovado na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de 08 de abril de 2015, e do Plano de Outorga de Ações Restritas, aprovado na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de 08 de abril de 2015 e alterado em Assembleias Gerais posteriores.

A B3 anunciou suas projeções para 2024. O desembolso da companhia (despesas + investimentos) deve ficar entre R$ 2,6 a 2,9 bilhões. A alavancagem financeira (dívida bruta sobre Ebitda) deve atingir 2,0x o Ebitda. Por fim, a companhia pretende distribuir aos seus acionistas entre 90% e 120% do seu lucro líquido. A companhia ainda anunciou que o seu Conselho de Administração aprovou a criação de um novo programa de recompra de ações. O programa deve começar a partir de 1 de março de 2024, e devem ser adquiridas até 230.000.000 ações ordinárias. As ações adquiridas no âmbito do Programa de Recompra serão canceladas ou utilizadas para a execução do Plano de Concessão de Ações da Companhia.

FONTE UOL

Investidor jv

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