CPI da Americanas reconhece fraude, mas não aponta responsáveis

CPI da Americanas reconhece fraude, mas não aponta responsáveis

O conjunto probatório, de fato, converge para o possível envolvimento de pessoas que integravam o corpo diretivo da companhia (ex-diretores e ex-executivos). Contudo, os elementos até então carreados não se mostraram suficientes para a formação de um juízo de valor seguro o bastante para atribuir a autoria e para fundamentar eventual indiciamento Relatório final da CPI das Americanas.

A CPI foi instaurada em 17 de maio deste ano para apurar as “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões reveladas pelas Americanas em janeiro deste ano. O prazo para conclusão dos trabalhos da comissão se encerra no próximo dia 14 de setembro.

A companhia está hoje em recuperação judicial com dívidas declaradas de R$ 40 bilhões e quase R$ 7 bilhões em debêntures.

O relatório de Chiodini deve ser votado nesta terça-feira (5). Também está prevista para esta terça a tomada de depoimento de Anna Saicali, ex-diretora de inovação e negócios de inovação das Americanas.

De acordo com o relatório final da CPI, apontar responsáveis pelas fraudes “resultaria em prováveis alegações de violação de direitos”, o que demandaria “coleta de elementos de prova mais robustos”.

Em que pesem os indícios de materialidade apontados, não foi possível, no atual estágio da investigação, identificar, de forma precisa, a autoria dos fatos investigados. nem imputar a respectiva responsabilidade criminal, civil ou administrativa a instituições ou pessoas determinadas, ante a necessidade da realização de outras diligências e da coleta de elementos de prova mais robustos Relatório final da CPI das Americanas

FONTE UOL

Investidor jv

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