como cada partido votou; 20 do PL votaram Sim

como cada partido votou; 20 do PL votaram Sim

A Câmara dos Deputados aprovou hoje, em primeiro turno, por 382 votos a 118, o texto-base da PEC (proposta de emenda à Constituição) da reforma tributária. Agora ele será discutido em segundo turno e, se aprovado, vai para o Senado.

Como votaram os partidos

No PL, 20 deputados votaram a favor da reforma, contrariando Jair Bolsonaro (veja abaixo os nomes). A grande maioria, 75, votou contra o texto, como pediu hoje o ex-presidente em reunião do partido. O PL foi a sigla que recebeu o maior valor em emendas do governo federal — quase R$ 700 mil nos últimos dois dias.

Três deputados do PSOL registraram abstenção —Glauber Braga, Sâmia Bomfim e Fernanda Melchionna. Outros dez votaram a favor da reforma.

No PT houve unanimidade, 67 votos favoráveis.

Foram três abstenções; 10 parlamentares se ausentaram da votação.

Veja aqui como cada um dos 503 deputados votou para reforma tributária.

Como cada partido votou

Avante: 6 sim e 1 não

Cidadania: 4 sim e 0 não

MDB: 36 sim e 6 não

Novo: 1 sim e 2 não

Patriota: 3 sim e 1 não

PCdoB: 6 sim e 0 não

PDT: 16 sim e 1 não

PL: 20 sim e 75 não

Podemos: 10 sim e 2 não

PP: 40 sim e 9 não

PSB: 15 sim e 0 não

PSC: 2 sim e 1 não

PSD: 39 sim e 4 não

PSDB: 12 sim e 2 não

PSOL: 10 sim, 3 abstenções e 0 não

PT: 67 sim e 0 não

PV: 6 sim e 0 não

Rede: 1 sim e 0 não

Republicanos: 36 sim e 3 não

Solidariedade: 4 sim e 0 não

União Brasil: 48 sim e 11 não

Quem votou sim no PL: Antonio Carlos Rodrigues (SP), Detinha (MA), Giacobo (PR), Icaro de Valmir (SE), João Carlos Bacelar (BA), João Maia (RN), Josimar Maranhãozinho (MA), Junior Lourenço (MA), Júnior Mano (CE), Luciano Vieira (RJ), Luiz Carlos Motta (SP), Matheus Noronha (CE), Robinson Faria (RN), Rosângela Reis (MG), Samuel Viana (MG), Tiririca (SP), Vermelho (PR), Vinicius Gurgel (AP), Wellington Roberto (PB) e Zé Vitor (MG).

Quais são os principais pontos da proposta

Cinco impostos serão eliminados: IPI (federal), PIS (federal), Cofins (federal), ICMS (estadual) e ISS (municipal).

Serão criados dois IVAs (Imposto sobre Valor Agregado): o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS dos Estados e o ISS dos municípios; e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que vai unificar os tributos federais: PIS, Cofins e IPI, com base ampla e não cumulatividade plena na cadeia de produção — ou seja, sem tributação em cascata.

O imposto será cobrado no destino (local do consumo do bem ou serviço), e não na origem, como é hoje. Haverá desoneração de exportações e investimentos.

Haverá um Imposto Seletivo. Incidirá sobre a produção, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarro e bebidas alcoólicas. Será usado para manter a Zona Franca de Manaus.

Previsão de três alíquotas. Haverá a alíquota única, como regra geral, uma alíquota reduzida em 50% e uma alíquota zero para medicamentos, Prouni e produtor rural pessoa física.

Oito grupos de produtos e serviços terão alíquota reduzida em 50%. Serviços de transporte público, remédios, serviços de saúde e educação são alguns deles.

FONTE UOL

Investidor jv

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