Comerciantes dizem que terão prejuízo se limitar parcelas sem juro

Comerciantes dizem que terão prejuízo se limitar parcelas sem juro

Banco Central sugeriu que compras sem juros poderiam ser parcelas no máximo em 12 vezes. O presidente da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), José Roberto Tadros, acredita que muitos consumidores devem reconsiderar suas decisões de compra, podendo optar por adiar ou reduzir gastos caso isso ocorra. “Isso pode resultar em uma diminuição da frequência de compra e uma redução nos volumes de transações para os comerciantes.”

Parcelamento sem juros incentiva compras e ticket médio de vendas é maior. Isso atrai consumidores que querem distribuir o pagamento ao longo de meses, sem pagar juros. “Quaisquer restrições a essa forma de pagamento terão enormes implicações no consumo de bens duráveis, por exemplo. Haveria um problema econômico de grandes proporções”, afirma Tadros.

Outra pesquisa apontou que 77% dos consumidores dizem que comprariam menos se o número de parcelas sem juros fosse limitado. Seriam 117,8 milhões de pessoas reduzindo suas compras de produtos e serviços.

A pesquisa do Instituto Locomotiva foi feita entre os dias 30 de agosto e 22 de setembro de 2023 com 800 comerciantes. Foi encomendada pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores(Abad), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Tecnologiapara o Comércio e Serviços (Afrac), Associação Nacional dos Comerciantes de Material deConstrução (Anamaco) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A margem de erro éde três pontos percentuais para mais ou para menos.

Limite de parcelas e juros do rotativo

Limitar os juros do rotativo e o número de parcelas sem juros no cartão pode ser uma solução para o setor. A fala foi feita ontem pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan em evento sobre meios de pagamentos em Brasília. “A discussão do parcelado sem juros e o limite dos juros no cartão de crédito andam de mãos dadas no Brasil”, disse o número 2 da Fazenda.

FONTE UOL

Investidor jv

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