Chuvas devastam cultivo de azeite brasileiro: ‘Perdi 90% da produção’

Chuvas devastam cultivo de azeite brasileiro: ‘Perdi 90% da produção’
O preço do azeite de oliva disparou 33% ao longo do ano, segundo o IPCA Imagem: Acervo pessoal/ Marcelo Costi

Azeite produzido no Brasil é mais caro. O presidente do Ibraoliva (Instituto Brasileiro de Olivicultura), Renato Fernandes, diz que o alto custo do azeite de oliva é justificado por alguns fatores: alto custo de produção e em menor escala.

O óleo produzido aqui é do tipo extravirgem, em um processo em que as azeitonas são colhidas mais novas e manualmente, transportadas para o lagar (tanque), onde são refrigeradas até serem transformadas no líquido. Em média, 10 kg de azeitonas rendem 1 litro da opção extravirgem.

A indústria nacional também é mais recente, iniciada em 2008, e muito menor do que a europeia. As áreas de pomares ocupam cerca de dez mil hectares em todo o Brasil e a produção anual fica em torno de 500 toneladas — 0,5% de tudo o que é consumido no país. Os negócios, geralmente, são tocados por famílias que acumulam prêmios de reconhecimento internacional.

O processo de produção do azeite brasileiro tem uma dinâmica diferente do europeu: as oliveiras podem ser plantadas em qualquer época do ano, sobretudo em períodos mais chuvosos, e a colheita acontece de fevereiro a abril. A árvore é resistente a altas temperaturas e ao tempo seco, mas longos períodos de estiagem prejudicam o seu ciclo produtivo.

Sem mencionar nomes, Fernandes defende que marcas estrangeiras oferecem azeites adulterados ao anunciarem como “extravirgem” no rótulo. Ele afirma que os produtos internacionais vendidos no Brasil são feitos em larga escala e sem os mesmos cuidados no manuseio e transporte. “É um azeite virgem de segunda categoria”, declara.

FONTE UOL

Investidor jv

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *