Balanços, prévia da inflação e PIB dos EUA movem mercados

Balanços, prévia da inflação e PIB dos EUA movem mercados

Boletim Focus mostra queda na previsão de alta do PIB. Os investidores também repercutem os dados do Boletim Focus que, pela primeira vez em seis meses, apontam queda na previsão de alta do PIB deste ano — de 2,92% para 2,90%. A previsão do IPCA para 2023 passou de 4,75% para 4,65% e a Selic segue em 11%.

Investidores ainda acompanharão a fala do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ele participará de um debate com o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, às 15h desta segunda. Na agenda política, a tributação de fundos exclusivos e offshore pode ser votada amanhã, com a volta de Arthur Lira (PP-AL) ao comando da Câmara dos Deputados. O mercado também espera que a Reforma Tributária seja destravada no Senado. A votação em plenário está prevista para ocorrer no dia 7 de novembro. Ainda no Senado, o relator do projeto de lei da desoneração da folha de pagamentos, Angelo Coronel (PSD-BA), diz estar confiante de que a matéria será aprovada amanhã pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). Os investidores também acompanham o mercado externo e redobram as atenções quanto à guerra no Oriente Médio.

Nos EUA, os futuros das bolsas americanas operam em baixa. Os rendimentos dos títulos públicos de 10 anos ultrapassam a marca de 5% em meio às incertezas sobre a trajetória dos juros nos EUA. Na quinta-feira (26), serão divulgados os números preliminares sobre o PIB e a inflação, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) do 3º trimestre. O indicador é o preferido do Fed para acompanhar a inflação americana, e será o último indicador antes da Super-Quarta, que acontece no dia 1º de novembro.

Na Europa, as bolsas operam em baixa. Investidores seguem na defensiva com a resistência geopolítica ligada à crise no Oriente Médio. Nos próximos dias, a atenção vai se voltar para os balanços de resultados. Além disso, na quinta-feira (26), o BCE decidirá sobre os juros, que estão sendo elevados continuamente desde julho do ano passado. Na reunião de setembro, a autoridade monetária da zona do euro sinalizou uma possível pausa no atual ciclo de acordo monetário.

Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa, em meio à saída de investimento estrangeiro do mercado chinês. Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 1,47%, e o Shenzhen Composto recuou 1,86%. Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve perda de 0,83% em Tóquio, enquanto o sul-coreano Kospi cedeu 0,76% em Seul, e o Taiex apresentou baixa de 1,15% em Taiwan. Em Hong Kong, não houve negócios nesta segunda-feira (23) por conta de um feriado. Os investidores estrangeiros vêm retirando recursos das bolsas chinesas diante da crise no Oriente Médio, condições econômicas desafiadoras e uma crise persistente no setor imobiliário, que vem prejudicando o apetite por risco na Ásia nas últimas semanas.

No mercado de commodities, os preços do petróleo operam em queda. Investidores seguem de olho nos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Preço do minério de ferro cai forte com as dúvidas ainda sobre o desempenho do setor imobiliário chinês.

FONTE UOL

Investidor jv

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