Arroz e feijão devem ser vilões da inflação em 2024

Arroz e feijão devem ser vilões da inflação em 2024

Os registros de fortes chuvas e secas devem impactar a produção de alimentos. Com o cenário atual de chuvas frequentes e tempo seco acima do normal em diversas partes do país, El Khatib declara que os produtores terão dificuldade na colheita. Ele afirma que o país não corre risco de desabastecimento, mas alerta para a possibilidade de quebra de safra.

Em 2024, a safra agrícola será 2,8% menor do que no ano passado, prevê o IBGE. De acordo com o terceiro Prognóstico para a Produção Agrícola publicado na quarta-feira (10), a produção será de 306,8 milhões de toneladas, 8,9 milhões de toneladas a menos do que em 2023. Só a soja deve quebrar recorde na produção, com estimativa 154 milhões de toneladas (+1,7%). O órgão aponta que os eventos climáticos são uma das causas para essa expectativa redução.

Uma inflação de 4,5%, ainda que dentro da meta, vai trazer um certo desconforto para a população de baixa renda, haja vista que os salários não acompanham minimamente os aumentos para fazer frente à inflação.
Ahmed Sameer El Khatib, professor da Fecap

Alimentos básicos vão ficar mais caros, preveem analistas

O prato do brasileiro deve ficar mais salgado em 2024. Sob influência dos eventos climáticos recentes, o arroz subiu 5,81% e feijão carioca, por sua vez, aumentou 13,79% em dezembro. O sócio-diretor da consultoria MB Agro, José Carlos Hausknecht, afirma que uma possível quebra de safra pode deixar o arroz e feijão mais caros. Novamente, os preços não chegarão aos níveis de 2020 a 2022.

O cenário de diminuição na produção, porém, ainda é de incerteza. Por causa das tempestades, os produtores de arroz tiveram de replantar as sementes com atraso, o que deve impactar a colheita até meados de maio. Do lado do feijão, Hausknecht declara que ainda restam duas safras, que serão ofertadas entre abril e outubro, para ter uma fotografia completa. “A primeira não foi boa e os preços subiram. Mas isso pode ser compensado se as próximas forem boas.”

FONTE UOL

Investidor jv

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *